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De um lado, importadores de mercadorias da China. De outro, fabricantes brasileiros. Todos dividiram espaço na Feira Nacional da Indústria da Moda, a Fenim – a primeira versão do evento a mostrar a moda primavera-verão. A feira durou quatro dias e se encerrou na sexta-feira passada, em Gramado, Rio Grande do Sul.
De acordo com o proprietário da importadora Puccini, Zaher Daoui, as peças para crianças, homens e mulheres são trazidas da China pela empresa desde a década de 1990.
"Quem começou a atividade foi meu pai, que vislumbrou a possibilidade de negócio já naquela época. Mas, hoje, há preconceito por parte dos empresários brasileiros, porque as peças importadas são mais baratas. A mercadoria trazida, porém, não é fabricada por aqui. Muita gente reclama dos importadores, mas ninguém faz nada para baixar os custos de produção no Brasil. Há lugar para todos no mercado. Não é preciso criticar os importadores", afirma Daoui.
Segundo ele, as peças trazidas pela Puccini não são mais baratas que as brasileiras. "Há muitos detalhes nas peças, bordados. Há itens diferenciados, com qualidade. O custo de produção para os empresários locais é alto – não é possível fazer uma jaqueta no Brasil e vendê-la pelo mesmo preço de uma chinesa."
A Toulon é outra grife a apostar nos produtos chineses. Mas com um diferencial – os itens são desenhados aqui e fabricados na China, onde os direitos trabalhistas não são respeitados, barateando os custos de produção.
Segundo o diretor da companhia, Mário Gabão, a empresa criou a marca Yellow Tag, que já tem 350 clientes cadastrados. "Uma empresa pode encomendar as peças, entregues com sua etiqueta, o chamado private label. Quem não tem marca própria, pode manter o nome Yellow Tag."
Só em 2007 foram trazidos 50 contêineres." Segundo Gabão, os negócios na Fenim deste ano ficaram 30% acima dos projetados inicialmente.
Fonte: Diário do Comércio
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